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marisad_fernandes

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O ínicio da mudança - 5

Para além de todas estas confusões, e com pouca paz generalizada, estava a mexer comigo o facto de ter de voltar a trabalhar num shopping, onde faria turnos, horários complicados que me iriam impossibilitar de passar mais tempo com o príncipe.

 

Foi aí que o meu maridão, me incentivou a arranjar um espaço para poder iniciar uma actividade minha, algo que sempre gostei de fazer, e mesmo com formações na área, ficou sempre para segundo plano. Nessa altura, saiu da gaveta, e até agora, digo, ainda bem que assim foi!

Então, passámos para o próximo passo, procurar um espaço e quem sabe despedir-me e seguir a minha vida!

 

Procurei, falei com pessoas, e por coincidência, a primeira que falei, que inicialmente não negou, mais tarde, voltou a convidar-me para ir trabalhar com ela! E assim, decidi despedir-me do meu antigo posto de trabalho!

 

Pedi para ter essa mudança na minha vida, esperei pelo momento mais indicado, e fui abençoada com a sorte de fazer o que gosto!

Por isso, obrigada! Obrigada a todas as que confiaram, e continuam a confiar! Que me dão vontade de continuar, de melhorar, de crescer!

 

Beijinhos meus amores

O início da mudança - 4

Aí sim, as coisas mudaram!

 

Sabem quando nos sentimos de facto sós? Foi isso que senti...

Três semanas depois, tive a primeira prova de fogo na relação! O primeiro abanão pós nascimento do príncipe! Um misto de desilusão, tristeza e revolta!

Então, era Páscoa e após um jantar cá em casa, a minha sogra, ao fim da noite, queria pegar o pequeno ao colo, coisa que eu neguei, quer pelo avançar da noite, tendo em consideração que o menino já tinha andado de colo em colo, quer pela forma como fui abordada, sentindo que quer eu, quer o meu filho não fomos respeitados. Isto deu uma confusão, que ninguém imagina!

O resultado foi, ela a contar a versão dela ao meu marido, que me veio pedir satisfação. Ambos ignoraram a forma como me sentia naquele momento, e acreditem, foi coisa que me magoo, mesmo! Ninguém tem o direito de usar o meu filho, seja para o que for!

E vocês podem pensar "mas já passou tanto tempo...", e é verdade, já passou mais de dois anos, mas o meu filho continua a ser meu filho, e francamente, nós sentimos quando o verdadeiro amor acontece! Sente-se! Eles sentem!

 

Depois da discussão com o marido, decidi confronta-la, e deu, claro, em tal discussão que ela e o meu marido, combinaram, sem eu saber, levar o príncipe lá a casa, e quando isso não acontecia, era cobrado! Foi complicado, foi mau, foi pura maldade! Mas, como costumo dizer, as atitudes são para quem as pratica, e o importante é deitarmo-nos de consciência tranquila na nossa caminha.

 

Chorei muito, mas o que não nos destrói, torna-nos mais fortes, e felizmente o nosso amor sobreviveu!

Amo-os muito! Cada dia mais!

Obrigada!

 

Beijinhos, meus amores

O início da mudança - 2

No dia seguinte ao nascimento do príncipe, estava cheia de dores musculares, parecia que tinha feito muitooooooo exercício físico 😂 mas bem! Sentia-me plena! Cheia de amor no coração! Feliz!

Recebemos a visita dos meus pais, da minha sogra, da avó do amor, da cunhada e do sobrinho! Tudo correu bem, nesse dia e no seguinte! 

No dia que íamos ter alta, o príncipe foi avaliado pela pediatra, e esta, referiu que tínhamos que ficar mais um dia para que o pequeno pudesse fazer tratamento à icterícia que tinha. Foi um balde de água fria, não consegui perceber porque tinha ficado assim, o que se passava, se estava melhor, se não, não conseguia comer, ele chorava a fazer o tratamento, eu chorava por outro lado.... mas bem, o papá encheu-nos de mimos! Cuidou de nós!

Depois dessas 24h a fazer o tratamento, tivemos alta, fomos para a nossa casinha, sob vigia ao pequeno príncipe! ❤

 

Aí, a nossa vida mudou! Tudo mudou! 

Beijinhos meus amores 😘

O dia do pai...

Ontem foi o Dia do Pai, e este post devia ter saído ontem! Mas, facto é que preferimos deixar o dia de ontem para dedicar a 100% aos nossos super pais! Sim, nossos porque estamos a falar do meu Super Pai e do Super Pai do príncipe! Ontem foi o dia deles, não o único, mas um especial, e como tal, estivemos a aproveita-lo!

E porque não, sair este post hoje? Também temos de celebra-lo! Também o devemos celebrar, como a todos os dias! Agradecer por tê-los connosco, no nosso dia a dia, por podermos ama-los e sermos filhos Super Amados! Vamos amar os nossos? Aqueles que queremos para todo o sempre na nossa vida? Eu quero, e sei que o príncipe também!

 

Muito obrigada por ter o meu ao meu lado! Muito obrigada pelo príncipe ter o seu ao seu lado!

Amo os meus homens! Amo os nossos pais e ponto! o meu e o dele!

Regresso ao Trabalho

Custou tanto e ao mesmo tempo soube tão bem!! É verdade!!!

 

Estar em casa com o nosso bebé a tempo inteiro e depois com 4, 5, 6 meses voltar ao trabalho, deixando-o no infantário, ou com outro alguém... é uma moeda de duas faces!

Primeiro senti a falta do convívio, da conversa, do mundo lá fora, das pessoas, do sentir-me útil! Depois com um vazio cá dentro, cada vez que o deixava na sua escolinha, ou cada vez que estava em casa sem ele! Não foi pêra doce!

 

A adaptação do príncipe à escolinha foi muito boa! Ele gosta delas, e isso é tranquilizante. Foi mais difícil para a mamã do que para o bebé! Sou daquelas mamãs que defende a licença até pelo menos 1 ano de idade, pois se por um lado acho muito importante a interacção com outras crianças e defendo que frequentem o infantário até pelo seu melhor desenvolvimento, por outro, penso que seria importante para o bebé e para a mamã estarem juntos até os 12 meses.

 

O regresso foi tranquilo, digamos que, mudei de ramo, trabalhava num centro comercial, numa loja de roupa e agora dedico-me à estética - unhas e pestanas!

Depois de tudo o que me aconteceu entre 2015 e 2016, acho que comecei a valorizar mais os pequenos momentos com os nossos, e quando se trata dos nossos filhos, temos de tomar opções! Esta foi uma primeira mudança, e só tenho a agradecer a Deus pelos momentos e pelas oportunidades que me tem surgido na vida!

 

Sinto saudades dos nossos momentos de mamã e bebé, mas, é para o nosso bem!

 

Somos felizes e isso é o mais importante!

 

Beijinhos,

Marisa Fernandes

O Primeiro Aninho

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E já passou um ano!! O primeiro aninho!

 

É verdade meu amor, já contas o teu primeiro de muitos aninhos! E que ano foi este! Cheio de amor, aprendizagem, felicidade, alegria, gargalhadas... o melhor ano das nossas vidas!

 

Enquanto mulher e mãe, sinto-me completa, com mais em mim, mais para dar e para receber! Sinto o que é amar alguém mais que tudo na vida, sinto a necessidade de te proteger como a mais ninguém! Sinto a plenitude de um relacionamento que gerou o melhor dos melhores, o que a maioria dos casais deseja, ser mãe e pai! Cuidar, educar, amar, respeitar e ensinar com a melhor das vontades! Obrigada meu amor! Obrigada por seres a nossa luz, a nossa força!!

 

Não foi um ano fácil, foi sim, um ano exigente, mas compensatório! Tal como disse ao pai quando te vi a primeira vez, vale a pena! Vale muito a pena! Amo ser mãe! Amo ainda mais, ser a tua mãe!

 

Muitos parabéns principezinho! Desejamos-te o melhor de sempre, que todos os teus sonhos se cumpram, que nunca te falte saúde, e que te possamos acompanhar sempre!

 

Amamos-te mais que tudo na vida! 💖💖💖

O primeiro dia!

Entre muitas experiências cá em casa, hoje é O dia!

 

O dia em que vamos para o infantário!

 

Pois bem, o meu príncipe não é de estranhar muito os outros, quando gosta, gosta mesmo, quando não gosta choraaa! Mas em geral, é bastante simpático e fica bem com quem o confio. 

 

Este foi um dia esperado e ansiado já há muito! A expectativa, a curiosidade, a emoção do primeiro dia de escolinha! Os preparativos, comprar as coisinhas todas, preparar a mochila, a reacção dele, a minha! Bom, daqueles dias que nós nem conseguimos dormir bem, sabem?!? Aliás, hoje ninguém dormiu bem lá em casa!

 

De manhã, como sempre, bebeu o seu leitinho, mudar fralda, vestir e abalar para o infantário. Ficou bem, como costuma ficar sempre quando o deixo com alguém! Mas o meu coraçãozinho ficou apertadinho, pequenino, cheio de saudade e contando os minutos para ir busca-lo! Vamos passar o dia juntinhos para matar a saudade, afinal de contas, as nossas vidas vão ser um bocadinho diferentes a partir de hoje, pelo seu bem, pelo nosso bem! Faz parte do crescimento de qualquer criança, e temos de aceitar que eles crescem e se tornam cada vez mais independentes e crescidinhos! 

 

Tenho tanto para vos contar, mas bem, fica para outro post, para outro dia! Agora sim, com mais tempo para o nosso cantinho!  Já tinha saudades!

 

 

Beijos,

Marisa Fernandes

O primeiro dia de praia!

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Foi ontem! Os horários não nos permitiram ir mais cedo, apesar de morar a 5 minutos da praia! Eram cerca das 19h00 quando lá chegamos. Foi memorável!

Tinha uma ideia pré-concebida de areia e príncipe não combinar, dele não gostar ou estranhar o toque, mas, pelos vistos, isso não foi o problema. Chegámos, despimo-lo, ficou só de fraldinha, muito atento a ver tudo o que se passava a sua volta num ambiente que lhe é estranho.

Observador, muito tranquilo e sorridente! Olhava para um lado, olhava para o outro, acho que tudo lhe despertava a atenção, as pessoas, o barulho, o mar... Nem o sol o incomodou! E lá fomos nos testar o mar, a água, que estava bastante quentinha (e acreditem que para eu dizer que estava quentinha, e porque estava mesmo quentinha!) e o príncipe não gostou nada! Primeiro fez ma cara, depois começou a chorar e a fazer o seu tão peculiar beicinho!

Lá fomos nós para a toalha, e tudo passou! Deitadinho a fazer festinhas e a conversar com a sua mamã, e a brincar com o pé na areia!

 

Experiência a repetir, e esperando que seja melhor ainda! ❤

Beijos,

Marisa Fernandes

Depressão pós-parto?

Por caminhos da blogosfera, encontrei uma recente mamã, a falar de depressão pós-parto. Sinto que é um tema ainda tabu na nossa sociedade, ou simplesmente ignorado pela maioria...

 

Será que as mães já não se lembram de como foi da sua vez? As dúvidas, as dificuldades, os tormentos... Será que só sabem desvalorizar os outros, em prol do seu sofrimento? Isto faz-me tanta confusão que nem imaginam! Não percebo porque raio as mulheres são tão inimigas umas das outras! É tão complicado ter pessoas à nossa volta que nos percebam sem nos criticar, sem nos olhar de lado! Sem maldade, inclusive!

 

Uma das coisas que vos falei aqui, nos posts A amamentação e os dramas na sociedade!O poder da maternidade!  e A mãe, o filho e os outros! (posts que acabam por estar ligados às experiências que tenho vivido enquanto recente mamã), foi da depressão pós-parto, e do facto da nossa sociedade ser a principal responsável por isso! Sobretudo as mulheres! Porquê? Não deveria ser o oposto?

 

No meu caso, não me vejo com uma depressão, vejo-me com alguém que ainda não está estável a nível emocional, e que procura um ponto de equilíbrio para se estabilizar, sem recorrer a medicamentos e médicos! As hormonas ainda andam aos saltos! Mas sei que psicologicamente não estou bem, consigo ver isso, sem querer passá-lo para os outros que nada têm a ver com os meus problemas.

A minha gravidez não foi simples e fácil, por mais maravilhoso que tenha sido estar com o meu filho a tempo inteiro dentro de mim, aconteceu muita coisa que me destabilizou, mas quando o meu filho nasceu, senti uma alegria e uma vontade de viver inexplicável! Uma força... acho que só percebe quem realmente ama!

Mas tudo isso, toda essa força e energia positiva, é constantemente deitada a baixo pelos outros e pela sua maldade! Por mais força que um filho dê à mãe, se os que nos rodeiam, não contribuírem para isso, e se não estivermos estáveis e indiferentes aos outros, é um pequeno passo para cairmos num mundo muito feio e obscuro! Um mundo que ninguém devia conhecer!

 

Como mulher, como mãe e como amiga, sempre que uma futura mamã fala comigo, tento mostrar-lhe o lado bom e o lado positivo, dar força e fazer com que as pessoas acreditem nelas próprias e que sintam forças para vencer as batalhas que têm pela frente! E felizmente, já me disseram várias vezes, que ao contrário das outras pessoas, simplifico as coisas e acredito nelas! Isto porque, muitas vezes ouvi o lado negativo, a versão menos boa, conheci o trágico através das palavras alheias e não o lado bom! E acredito, cada vez mais, que é nesse lado que devemos acreditar! 

 

Desde que o meu príncipe nasceu, e quem é mãe sabe, e identifica-se com isto, toda a minha gente tem uma opinião e um parecer sobre a educação que devo dar ao meu filho, sobre a forma como ele deve dormir, comer, tomar banho, até se devo ou não colocar creme no rabinho! Como já referi anteriormente, deixei de me importar com esses comentários e com essas opiniões! A mãe dele sou eu, e faço o melhor para o seu bem! Simples! Mas... cansa! Cansa ouvir diariamente as 1001 perguntas com resposta automática feita pelos restantes! Cansa ouvir sempre as mesmas comparações com o bebé da prima, da amiga ou da vizinha! Caramba! Cada bebé tem o seu ritmo e isso deve ser respeitado! Chega ao ponto de cansar ouvir qualquer burburinho, ou simplesmente a voz das pessoas!

 

Já falei anteriormente no papel da família, mas vou voltar a frisar a importância dos avós, dos vizinhos ou amigos! Sim são importantes, fazem parte de nós e da nossa história, e por conseguinte, da história dos nossos príncipes e princesas, mas têm de saber o seu real e verdadeiro lugar! Os avós, já foram pais, logo, devem deixar os filhos aprenderem a ser pais à sua maneira! Os avós, deviam preocupar-se em cuidar das mamãs, em ajudá-as! Ajudá-las com uma refeição, com a casa, com as compras, ou simplesmente respeitar o espaço mamã - bebé... e não querer cuidar constantemente dos bebés! Dos bebés, cuidam as mães! Quem diz os avós, diz os amigos, os tios, os vizinhos! No meu caso, sinto muito, que muitos dos que me rodeiam, para além de me falarem apenas da desgraça da sua vida, de não respeitarem o nosso espaço e estarem constantemente a querer opinar sobre o meu bebé, o vêm como um troféu, ou simplesmente, há quem tente usar o meu filho, como se de um brinquedo se tratasse! Felizmente o meu filho tem uma mãe com umas belas garras de fora, sempre pronta para o defender, que muito aprendeu desde o seu nascimento, relativamente a relacionamentos! Deixei de me importar com a maldade que vejo por aí, deixei de me importar com a satisfação dos outros! Agrado quem me agrada!

 

Graças a Deus, os meus pais preocupam-se comigo e com o meu filho, e graças a Deus, mostram-no todos os dias, desde o dia que lhes disse que estava grávida! E acreditem, não tive uma gravidez fácil! Têm estado comigo todos os dias, e é com eles que contamos! Porque sei que eles não me falham! Graças a Deus, temos amigos e família que nos respeita e ajuda! Amigos esses, que também são família - a família que escolhemos! A eles agradeço por toda a ajuda, por não me deixarem cair no abismo!

 

Aos outros, fica um conselho, aprendam a amar-se e só assim terão capacidade de amar e respeitar o próximo! Às que já foram mães e que já se esqueceram do que não gostavam que lhes fizessem ou dissessem, lembrem-se disso cada vez que tentarem pronunciar seja o que for! Lembrem-se de dar privacidade e respeitar o espaço da mamã e do bebé, e lembrem-se sobretudo, que a mamã é que sabe, por isso, lembrem-se que às vezes é preferível não tecer comentários! Quem precisa de ajuda, pede!

 

Muitas mulheres, tiveram depressões pós-parto, e certamente pensaram que seria normal, muitas, conheceram esse lado negativo, durante muitos anos e muitas ainda conhecem! Antes de falarem, lembrem-se que talvez já tenham passado pelo mesmo, e tentem respeitar! Tentem que a recente mamã que conhecem, não passe por isso!

 

Mamãs, sentirmo-nos cansadas é normal, pois é tudo novo para nós, é um mundo desconhecido, mas sentirmo-nos sem forças, tristes e sem vontade de olhar por nós e pelos nossos, não é normal! Lembrem-se sempre que os nossos filhos precisam ver-nos bem para estar bem! Eles sentem mais do que possamos imaginar! E um sorriso deles, vale mais do que qualquer outra coisa no mundo! Há sempre alguém ao nosso lado!

 

Vamos fazer deste mundo, um mundo melhor!

 

 

Beijos,

Marisa Fernandes